Dói, queima, dilacera.
Difícil conter a lágrima, impossível segurar a dor.
Teu sorriso e tua voz sempre estarão no meu coração, nos nossos corações.
Em meio a tudo, só nos resta agradecer por ter te conhecido, aqueles que conviveram com você sempre terão grandes histórias para contar de ti, grandes risadas, grandes emoções. Você foi, é e sempre será um marco nas nossas vidas. Tua chama nunca se apagará, você é eterno, moleque, e não há nada que possa fazer isso mudar. Há coisas na vida que são impossíveis de se acostumar.
Vá em paz, Pedro.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Ode ao pedante
Oh, divinal pedante
Astro Rei da sabedoria
Perdoai-me pela escrita maçante
Me ilumine com vossa maestria
Oh, divinal pedante
Me perdoe se ouso pensar
Sua eloquência é mais a importante
seus pensamentos todos vão proclamar
Oh, divinal pedante
Que a todos tu possas ludibriar
Meu canto é de ódio ao pedante
Ode que sempre vou proclamar
Astro Rei da sabedoria
Perdoai-me pela escrita maçante
Me ilumine com vossa maestria
Oh, divinal pedante
Me perdoe se ouso pensar
Sua eloquência é mais a importante
seus pensamentos todos vão proclamar
Oh, divinal pedante
Que a todos tu possas ludibriar
Meu canto é de ódio ao pedante
Ode que sempre vou proclamar
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
O Mentiroso
Amargurado, diante de toda a sua resignação
Mentia para si!
Prometeu que agora seria diferente, queria mudar
De que adianta uma vida inteligível sem ninguém para conversar?
Já não aguentava mentiras. Sim! As mentiras do dia-a-dia
Tão pacatas, tão medíocres, tão cotidiano!
Pensou: Felizes são os Jovens!
que são os jovens?
Pensava demais!
E o tempo passava, impiedoso como navalha
Já não havia mais tempo
Mentiu pra si!
E amargurado como alguém que descobre que há muito é enganado
Deitou-se, cobriu-se e dormiu
Para que pudesse vivenciar mais uma mentira no dia seguinte
a mentira de que era feliz.
Fellipe Sousa
Fellipe Sousa
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Pena de Morte e sua ineficácia
Atualmente adotada por 58 países a pena de morte, também conhecida como pena capital, é alvo presente de críticas e polêmicas embora tenha estado presente em quase toda a história do Direito Penal.
Nos dias atuais, com o advento das garantias fundamentais e dos Direitos Humanos, essa pena é contestada e combatida sob o argumento de que o Estado não tem o direito de matar ninguém. Contrários a essa visão, os países que aplicam a pena de morte alegam que é necessário uma punição grave para coibir novos crimes.
No brasil, a pena de morte é permitida em casos de guerra, mas sua aplicação em tempos de paz é vedada como clausula pétrea (artigo 5º, XLVII), ou seja, só poderá instituir-se a pena de morte no Brasil, mediante a um golpe de Estado ou criação de nova constituição.
Sob análise sociológica, é possível depreender que a pena de morte se insere na solidariedade Mecânica, descrita por Émile Durkheim onde é o Direito Penal que se faz acompanhar de sanções repressivas (punição do desvio). O indivíduo está vinculado aos valores de uma sociedade homogênea, que impõe um comportamento de solidariedade uniforme, esse tipo de solidariedade é comumente encontrado em sociedades primitivas.
Quanto ao aspecto do Direito Penal, por ser a "ultima racio" o Direito Penal deve ser o último instrumento a ser utilizado pelo Estado em situações de punição por condutas castigáveis, além disso, as leis devem proteger bens jurídicos, e a pena de morte infringe o principal deles: A vida.
Hoje, os países podem ser divididos em 4 grandes grupos: Abolicionistas para todos os crimes, abolicionistas para crimes civis, abolicionistas em prática e países que adotam a pena de morte. Relatório da ONG de direitos humanos Anistia Internacional mostra que 680 pessoas foram executadas em 2011 enquanto 682 foram executadas em 2012, aumento de 140 em relação a 2010.
Portanto, até o presente momento não há indícios de que a aplicação da pena de morte possa inibir a prática de criminosos e não ser utilizada como de forma arbitrária pelos Estados.
Fellipe Sousa
Fellipe Sousa
terça-feira, 30 de abril de 2013
A (Equivocada) Redução da Maioridade Penal
Não nos venham com soluções penais para problemas sociais, a ação desses jovens é muito mais consequência da condição de vida que a eles é imposta do que propriamente um ato de vontade própria.
Jovens que, sem acesso à cultura e educação de qualidade, cedem a pressão social e ao crime para obedecer à lógica de que "ter" é mais importante do que "ser".
O Estado é omisso em suas obrigações, deveria ele ser o primeiro a agir para que criminosos estivessem longe do convívio desses garotos (as), o adolescente que comete crimes, muitas vezes também é vítima da própria violência decorrente da omissão estatal, além disso, uma criança ao ser presa seria alvo fácil de estupros e sairia da prisão muito mais enraivecida. É preciso que, antes que se discuta uma redução da maioridade penal, se discuta qual é a função das nossas penas. O criminoso deve pagar pelo crime que cometeu, e é por isso que se retira a sua liberdade, mas a pena, acima de tudo, deve reabilitar o criminoso à sociedade, e a atual conjuntura do cárcere brasileiro nos mostra que esses jovens seriam, muito provavelmente, presas fáceis para serem estuprados e sairiam muito mais enraivecidos da prisão.
Ao reduzir a pena da maioridade penal, o Estado não está criando uma solução para um problema, mas criando para si próprio um problema maior ainda. Atualmente nossos presídios não suportam a super-lotação de presos, e o Estado não tem aparato suficiente para suportar a possível camada de novos presos, portanto, é preciso que se façam novos presídios e que se melhore a qualidade dos que já existem, bem como reformular todo o sistema penitenciário (mas como cuidar dos presídios não faz ganhar votos, a situação fica por isso mesmo.)
Não adianta utilizar-se do Direito comparado para falar que nos países X e Y houve significativa mudança, são realidades e culturas diferentes, o que funciona lá não é garantia de que funcione aqui, e os problemas do país não se resolverão a partir da possível redução porque o criminoso continuará agindo da mesma forma, pondo sua "conta em risco" e considerando ser preso ou morto como um ócio do ofício (Se reduzir maioridade penal funcionasse, maiores de idade não cometeriam crimes)
O Lobby da mídia, faz com que nos noticiários somente se fale sobre crimes pavorosos praticados por menores de idade, e pouco se fala dos grupos de extermínio formado por policiais que têm afligido a cidade. A mídia não está inventando nada, infelizmente tais atrocidades realmente acontecem, o erro da mídia é apenas informar isso e omitir o resto, causando assim, pânico na população.
De tudo o que foi dito aqui, não se está fazendo um apelo em favor dos criminosos, eles devem responder por seus atos, o que procurou se mostrar aqui é que não se deve reduzir uma questão complexa à uma simples "canetada", é preciso procurar a raiz do problema e só uma educação forte aliada a medidas sociais e até de prevenção de crimes podem mudar essa situação.
Fellipe Sousa
Fellipe Sousa
terça-feira, 2 de abril de 2013
Anedota
Eu já postei (em outras redes sociais) várias coisas que mostram minha visão contrária à recente nomeação de Marco Feliciano na presidência da comissão de Direitos Humanos, mas nunca escrevi diretamente sobre isso.
Não vou entrar na polêmica sobre religião, homossexuais, preconceitos e política. Só quero dizer que, independentemente de sua visão de mundo, Feliciano tomou posse de um cargo que representa uma minoria cuja qual não se sente representada por ele. Portanto, não há legitimidade alguma para seu exercício - embora haja legalidade -e isso já deveria ser mais do que suficiente para que ele renuncie ou seja retirado de seu posto.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Ela disse adeus!
Ela disse adeus!
Você foi embora, deixando talvez menos do que uma centena de corações partidos.
Em sua visita à Terra não fez revoluções ou destacou-se entre uma multidão. Após sua morte a economia mundial não desacelerou, o país não ficou de luto, não houve pontos facultativos ou feriados nacionais, e o mundo não se tornou um lugar melhor, nem pior. Tampouco ficou “mais vazio.”
E nada do que possa ser dito conseguirá apagar a grandeza da pessoa com o coração mais bondoso e amável com quem eu tive o privilégio de conviver.
Azar do mundo, que não teve a oportunidade de te conhecer porque sempre se esquece que por trás de uma pessoa há uma história, talvez até mais fascinante do que a de muitos ídolos da sociedade.
As saudades não irão faltar, o silêncio cortante que agora se instala na casa não me deixa mentir, mas isso o tempo há de curar.
Espero um dia poder reencontrar corações tão bondosos quanto o seu, corações que fazem acreditar que por detrás desse mundo ainda existam pessoas integras e confiáveis escondidas em algum lugar, como você.
Fellipe Sousa
Você foi embora, deixando talvez menos do que uma centena de corações partidos.
Em sua visita à Terra não fez revoluções ou destacou-se entre uma multidão. Após sua morte a economia mundial não desacelerou, o país não ficou de luto, não houve pontos facultativos ou feriados nacionais, e o mundo não se tornou um lugar melhor, nem pior. Tampouco ficou “mais vazio.”
E nada do que possa ser dito conseguirá apagar a grandeza da pessoa com o coração mais bondoso e amável com quem eu tive o privilégio de conviver.
Azar do mundo, que não teve a oportunidade de te conhecer porque sempre se esquece que por trás de uma pessoa há uma história, talvez até mais fascinante do que a de muitos ídolos da sociedade.
As saudades não irão faltar, o silêncio cortante que agora se instala na casa não me deixa mentir, mas isso o tempo há de curar.
Espero um dia poder reencontrar corações tão bondosos quanto o seu, corações que fazem acreditar que por detrás desse mundo ainda existam pessoas integras e confiáveis escondidas em algum lugar, como você.
Fellipe Sousa
Assinar:
Postagens (Atom)