domingo, 27 de dezembro de 2009

Morte

Eu não sei por que pessoas morrem, e não tenho pretensão alguma de saber o porquê, eu apenas sei que é isso o que acontece com todas elas. E quando acontece sentimos uma grande dor, nem sempre por imaginarmos para onde essas pessoas estão indo, mas, sim por que sentiremos muita falta delas, o fato é que as pessoas morrem todos os dias e para nós a vida continua naturalmente como se nada tivesse acontecido. A vida me fez uma pessoa um pouco fria pelas perdas que tive em minha recente jornada, apenas vivo sabendo que nada é para sempre e mesmo assim continuo a sofrer com a morte das pessoas, porém, com esse tipo de pensamento acabo me adaptando rapidamente a viver sem a pessoa que já se foi.
Pessoas não gostam de falar sobre a morte, não gostam por medo de algo o qual nunca vivenciaram. A morte é algo que faz parte da vida porque a vida é esquisita mesmo, afinal, a gente mal nasce e começa a morrer e morremos a cada dia, minuto e segundo que se passa, eu vejo a morte como algo positivo a eternidade me parece algo muito chato no qual conseguiríamos fazer tudo e depois de fazer tudo não teríamos mais nada para fazer, a morte é como um ponto final em um texto que precisa de um fim para não ficar maçante, é o toque final que faz vidas virarem lendas e mártires é algo super natural e que não devemos temer mas, apenas aprender com ela.

Fellipe Sousa

sábado, 14 de novembro de 2009

O Cristianismo das Igrejas e Cristo

Dolorosamente sinto-me cada vez mais enojado pelo grande circo evangélico que abrange este país, e que a passos largos cresce. É duro ver pastores lidando com vidas sofridas vendendo prosperidade se prostrados os fiéis os adorarem.
Recuso-me a acreditar em um deus que está sempre a me culpar e que me abençoa apenas quando o dinheiro do dizimo cai na conta da igreja, enquanto isso povos morrem de fome, malária e AIDS.
Em cima dos púlpitos a hipocrisia predomina, o discurso de salvação para uma vida dolorosa, fábulas de que todos os problemas da vida são culpa do diabo e promessas vazias de cura, com a intenção de fazer da fé um grande comércio, tiram a credibilidade das igrejas neopentecostais, ainda mais quando na liturgia da algumas dessas aparecem atos que geram repulsa, como um pastor "transbordando unção" usar sua sudorese para "curar" enfermidades, ou então doutrinas excessivamente rígidas que proíbem até o pensamento, deixando claro que as reais intenções dessas "seitas religiosas" são um povo alienado para que consigam arrancar-lhes até o último centavo.
Obviamente que programas na TV onde esses religiosos mostram 15 minutos de um de seus sermões e pedem dinheiro para passarem os outros 30 minutos, ou então marchar para um mega show com o punho em riste gritando “- Cristo, Cristo!” Para mudar a imagem “negativa” que os lideres tem passado e para mostrarem o quanto são “descolados” não me parece a melhor solução.
Aliás, a solução seria acabar de vez com toda essa demagogia e seguir o legado de Cristo, que consiste em amar ao próximo, relacionar-se, levar uma vida justa e fazer o bem. E tudo isso sem que lhe estorves a cabeça a ideia de um deus ridículo que fica a espera de um erro seu para jogar em sua cara o quanto é superior, pois, Cristo é amor, compreensão e compaixão, amizade e cumplicidade. É o referencial de benignidade, portanto viva sem medo de errar ou pecar pois o pecado não interfere em nada a rotina de Deus e se isso ainda lhe preocupa, digo-lhe que seus pecados já foram pagos em uma cruz, você é livre para escolher o que quiser sem que sinta-se forçado a escolher algo porque pensa que vive em meio ao fogo cruzado entre Deus e o Diabo.
Seguir ou não a Cristo não fará com que ele goste mais ou menos de você, muito menos lhe garantirá uma vaga no céu, a proposta de segui-lo significa viver bem, e isso não implica que você terá vantagens no seu dia a dia por seguir um Deus. Este “viver bem” significa viver em cima dos valores éticos e morais empregados nesta causa, isto sim fará sua vida melhor e possibilitará que você faça o seu céu aqui, e mesmo que isso seja totalmente contrário ao que a maioria das igrejas prega, não me importo, pois para mim isto é Cristo, é a beleza de ter um Deus que desce ao mesmo patamar que eu para poder relacionar-se comigo, e quando fazemos igualmente isso deixamos Deus habitar em nós, assim nos tornamos a sua imagem e semelhança e também um pedacinho dEle.

Fellipe Sousa

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O Direito ao Palavão

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.

É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a “vulgarização” do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito,sua índole.

“Pra caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que “Pra caralho”? “Pra caralho” tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via- Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do “Pra caralho”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem fodendo!”. O “Não, não e
não!” e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade “Não, absolutamente não! “o substituem. O “Nem fodendo” é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo “Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!”. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o “porra nenhuma!” atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um “é PhD porra nenhuma!”, ou “ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!”. O “porra nenhuma”, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos “aspone”, “chepone”, “repone” e, mais recentemente, o “prepone” - presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos.

Pense na sonoridade de um “Puta-que-pariu!”, ou seu correlato “Puta-que-o- pariu!”, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba… Diante de uma notícia irritante qualquer um “puta-que-o-pariu!” dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso “vai tomar no cú!”? E sua maravilhosa e reforçadora derivação “vai tomar no olho do seu cú!”.Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando,passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho do seu cú!”. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face,olhar firme,cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu!”. E sua derivação mais avassaladora ainda: “Fodeu de vez!”. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? “Fodeu de vez!”.

Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do “foda-se!”? O “foda-se!” aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. “Não quer sair comigo? Então foda-se!”. “Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!”. O direito ao “foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!. Grosseiro, mas profundo…

Pois se a lingua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor. “Nem fodendo…”

Luis Fernando Verissimo

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Meu!

Não, eu não quero um público fiel para que eu sinta a obrigação de escrever, muito menos um blog que chame a atenção de críticos para julgar a péssima gramática de meu português, cada vez mais coloquial e prolixo.
Não minto, queria sim ter a eloqüência dos textos de Manuela Malachias – Veja o blog AGRADECER – ou então a freqüência dos textos de Bruno Reikdal – Veja o blog Devaneios... apenas devaneios... – aliás a junção destes forneceria a um público a combinação perfeita, mas não é esse o meu objetivo, quero apenas um espaço, só meu, onde eu possa colocar meus textos, que sem freqüência alguma saem a qualquer hora, e sem excelência ditam o grito da alma, não preciso de um público fiel pois, o meu público alvo sou eu.

Fellipe Sousa

Sonho

Se você tem um sonho qualquer que seja ele, não desista por medo de errar, pois é com o erro que aprendemos a não errar, se ficarmos tentando evitar o erro como vamos saber o que fazer quando errarmos?
Não desista de seus sonhos arrisque tudo o que você pode arriscar, por mais utópico que seja por mais distante que esteja não deixe de sonhar. Arrisque, mesmo que desconfiem de seu potencial, mesmo que te peçam para desistir, e quando nem você acreditar em si mesmo arrisque de novo, pois o homem quando deixa de sonhar começa a deixar de viver. Sonhos existem para serem perseguidos, para dar trabalho de alcançar, e assim quando alcançados serem excelentemente recompensadores.

Fellipe Sousa

Súplica

Alguém, por favor, me fale qual o sentido de trabalhar uma vida inteira quase como um miserável a espera do dia em que irá se aposentar. Por que tenho que parar tudo e ter tempo para me dedicar a mim mesmo apenas quando estiver “comercialmente inativo?”
Se a desculpa for apenas ”para se manter vivo” desculpe-me , mas existem inúmeras formas para isso, e a conquista de bens matérias ou de status social não me atrai.
Eu quero mais do que suar a camisa o dia inteiro para enriquecer alguém, eu quero mais do que a vida pode dar, eu quero é brigar por algo que traga felicidade e não me importa sociedade, mundo ou instituição que seja contar isso.
Não entenda isso como preguiça, vagabundagem ou baderna eu apenas quero uma resposta par não seguir simplesmente a boiada, quero entender o sentido das coisas por isso expliquem-me, pois já estou me sentindo um gauche longe de toda essa falsa ilusão.

Fellipe Sousa

Desabafo por um Sonho Olímpico

Um dos maiores traumas de minha vida – se não o maior- foi a falte de incentivo em relação ao esporte. Desde pequeno ostentei o sonho de jogar futebol, confesso que na linha nunca fui grande coisa, porém, no gol parecia ter encontrado meu lugar, depois de investidas e longas conversas – ou seriam debates?- com meu pai sobre testes e clubes ou sobre minha entrada em alguma escolinha de futebol, as frases “você passou da idade” e “é preciso ser muito bom para ser normal entre os profissionais” me dilaceravam por dentro, embora fosse verdade ele nunca havia me visto em ação, e assim meu primeiro grande sonho era destruído.
Anos se passaram e devido a problemas pelo rápido crescimento um médico me vendo na condição de pré-adolescente sedentário, me indicou a fazer natação. Era um novo esporte para mim, um novo desafio e dediquei-me ao máximo.
Passados alguns anos eu já conseguiria o feito de vencer meu professor, rapidamente percebi que levara jeito para a coisa, a cada semana que passava era um recorde pessoal batido, já estava pronto, estava completo, queria agora era competir, testar meus limites, novamente inúmeras investidas e conversas com meu pai, mas, desta vez para me ver em ação, e mais uma vez nada.
Frustrado mais uma vez larguei a natação, dois anos se passaram e o Esporte Clube Pinheiros faria uma seleção para preparar jovens em atletas para as Olimpíadas de Londres 2012, era a minha grande chance, porém estava há muito tempo sem nadar, e pela primeira vez concordei que seria uma tentativa inútil, mais um sonho tinha se esgotado e o sentimento era de total incapacidade sentia-me um lixo, pior que o trapo que nem mesmo o mais miserável ser ousaria usar, o tempo passou e a cidade do Rio de Janeiro foi escolhida como sede das Olimpíadas de 2016, minha mente já começa a fazer as contas, são 7 anos de preparação para que no dia 6/08/2012 quando terei 24 anos eu finalmente conquiste um sonho , ainda é cedo para dizer algo, mais aos poucos, bem lentamente vai crescendo uma pequena chama dentro de mim, quem sabe a chama de um sonho Olímpico.

Fellipe Sousa